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Capela Bom Jesus dos Navegantes.
Localização: São Luís, Praça de Santo Antonio, braço direito da igreja de Santo Antonio. Construção: Século XVII. A capela possui piso original de lousa e teto em abóbada-berço. O altar-mor neoclássico, é todo em branco, ornado com motivos florais de cor verde, o que lhe dá muita graça.

Capela das Laranjeiras.
Localização: Rua Osvaldo Cruz.
Inaugurada em 1816, a Capela demorou um certo tempo a ser aberta à comunidade. Possui traços que revelam o passado por meio de riquezas das esculturas e dos objetos. Teve vários proprietários até que em 1939 foi comprada pela Arquidiocese do Maranhão, que revendeu o local para que um colégio fosse construído. O prédio foi tombado pelo IPHAN, e é protegido pelo Estado da Cultura. Também conhecida como Quinta do Barão, é um anexo do Colégio Maranhense (Marista). Teve sua construção autorizada a 17 de abril de 1811. Possui uma varanda com entrada lateral e sacristia. Próximo dali, o belo portão da Quinta das Laranjeiras, onde se vêem as armas do Barão de Bajé.

Capela do Recolhimento.
Localização: São Luís, Rua do Egito, nº 71. Dados Jurídicos: Irmandade de Santa Dorotéia. Construção: Meados do Século XVIII, atribuída ao Frei Jesuíta Gabriel Malagrida. As obras iniciadas em 1752 arruinaram-se por completo e um outro edifício foi levantado entre 1869-1871. A Igreja hoje, encontra-se bastante alterada quando comparada com a construção ainda existente de 1908.

Catedral Metropolitana.
Catedral Metropolitana, também chamada de Igreja da Sé, esta igreja é um dos monumentos históricos mais antigos de São Luís. O início da construção foi motivado por uma peste que assolava a população na época. Foi quando, em 1619, o terceiro capitão-mor Diogo Machado da Costa, com o intuito de reforçar a fé dos atingidos pela varíola, mandou, com seus próprios recursos, erigir a igreja que daria origem à atual catedral metropolitana. Terminada a construção, foi inaugurada no ano de 1622, por Diogo Machado da Costa, marcando com isso o final de seu mandato. Em 1 de julho 1687, a Câmara deu licença para que fosse construída uma nova igreja e, no ano de 1690, foi iniciada a nova Sé. Findada a construção, foi inaugurada pelo bispo diocesano D. Timóteo Sacramento, em 30 de julho de 1699. Mas, devido à fragilidade da construção, a igreja desmoronou em 1761. A Sé antiga teve determinada a sua demolição, através da carta-régia de 11 de julho do mesmo ano. A Igreja, depois das numerosíssimas transformações internas e externas que recebeu ao longo de três séculos, apresenta, exteriormente, o aspecto que lhe deu a reforma realizada em 1922, pelo bispo D. Helvécio Gomes de Oliveira.

Igreja de Santana. (Santa Ana).
Localização: Rua de Santana – Centro entre as Ruas Antonio Rayol e Cruz. Dados Jurídicos: Arquidiocese de São Luís. Construção início do século XIX, iniciativa do Cônego João Maria da Leu Costa. Características: Predominantemente neoclássica, conta com motivos barrocos. Atrativos especiais são os azulejos portugueses e um painel de admirável beleza e em bom estado de conservação.

Igreja de Santo Antonio.
Foi inicialmente construído o Convento de Santo Antônio pelos frades franciscanos. Sua inauguração deu-se em fevereiro de 1625. Depois, a capela do Senhor Bom Jesus dos Navegantes, onde, teria o Padre Antonio Vieira, em 1654, proferido o célebre "Sermão aos Peixes" criticando, através de metáforas, a sociedade rica de São Luís. Em 1838, é criado o Seminário Episcopal de Santo Antônio, dando uma nova destinação ao Convento. Com a prosperidade do Seminário, tem início a construção da igreja, solenemente inaugurada em 20 de janeiro de 1867. Alguns episódios da história do Maranhão estão ligados ao Convento de Santo Antônio. Destacam-se as reuniões preparatórias da Revolta de Beckman (1684) e o processo que os frades franciscanos moveram, no início do século XVIII, contra as formigas que lhes saqueavam a despensa e ameaçam a segurança da edificação. Localização: Praça de Santo Antônio.

Igreja de São João Batista.
Cruzamento da Rua da Paz com a Rua São João – Centro Construída por um ilustre Governador maranhense Ruy Vaz Siqueira, no ano de 1665. Sua construção tem um motivo muito curioso, pois o Governador, que era apaixonado por uma mulher casada e temia um escândalo fez uma promessa à São João Batista: se o romance nunca fosse descoberto ele mandaria construir esta igreja. Deduz-se então, que este romance permaneceu em segredo, dando à cidade este belo exemplar da arquitetura neoclássica, reconstruída em 1934, traz em sua fachada as indicações: 1665 – SANCTI JOANNIS BAPTISTA ECCLESIA, como na construção original.

Igreja de São Pantaleão.
Um dos mais antigos templos da cidade foi construído em 1780 por obra de Pantaleão Rodrigues de Castro. A igreja deveria ser consagrada em nome de São José, porém como a obra foi abandonada na metade e só depois finalizada por Castro, o prédio recebeu seu nome. Em uma das dependências da igreja funcionava a Roda dos Enjeitados, onde as crianças recém-nascidas eram abandonadas pelas mães que não queriam ou que não podiam criar os seus filhos. O local recebeu um sino, que o vigário de Alcântara providenciou em 1833. Logo depois, as peças originárias de Portugal foram restauradas. Hoje comporta alguns objetos valiosos de Santa Severa, trazidas para o Brasil em 1852 por Frei Dronero.

Igreja do Desterro.
Ignora-se a data da edificação da primeira igreja, anterior a 1641, humilde e recoberta de palha, fora da cidade, de frente para a praia. Foi profanado em 1641 pelos holandeses de Lichthardt, que aportaram as suas 18 naus, fazendo-as ancorar na enseada defronte da ermida, atirando-se ao saque da cidade indefesa. Na pilhagem cometeram o sacrilégio de despedaçar a imagem de Nossa Senhora do Desterro, orago da ermida. Ficou muito tempo em terra, sem aparecer quem se animasse a reedificá-la, quando, em 1832, apareceu José de Lê, um preto que morava perto, muito devoto de São José, o qual deu início à construção do novo templo. Passou por inúmeras dificuldades, porém não se deixou abater pelo desânimo. Auxiliado por outros devotos, trabalhou muito, poupando o que podia, indo ao mato cortar madeira, buscar barro, pedra e cal, até que a morte o surpreendeu. Foi substituído por José Antônio Furtado do Queixo, que pôde concluí-la em 1863. Com a morte de Furtado, a Irmandade de Nossa Senhora do Desterro entregou-se ao mais criminoso desleixo, sendo roubados e perdidos os objetos de prata e ouro, que formavam o mais precioso acervo de São Luís. Devido ao perigo que as ruínas ofereciam, a Câmara Municipal, em 1865, roga ao Bispo autorização para fazer naquele local uma praça e um mercado de peixe. César Marques protesta, rememorando o valor histórico do templo e insistiu tanto na sua defesa, que o assunto foi estudado e, logo depois, uma comissão foi organizada para empreender a reedificação da igreja. Em 1954, estando esse tradicional templo em estado precário de conservação, a diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional toma a iniciativa de realizar obras de consolidação e preservação, mandando proceder à restauração.

Convento e Igreja do Carmo.
À Igreja e ao Convento de Nossa Senhora do Carmo ligam-se diversos episódios da história maranhense, sendo o principal deles, o da expulsão dos holandeses, em 1643. Batidos no interior, os prepostos de Nassau pretendiam organizar a resistência em São Luís, mas tiveram no Convento do Carmo a inexpugnável fortaleza donde partiram decisivos bombardeios contra o Forte de São Filipe e onde os combatentes portugueses e os nativos encontraram abrigo, sustento, armas e munições. Ferido em combate, aí faleceu o bravo Antônio Muniz Barreiros Filho, ex-capitão-mor do Maranhão. Mas a firmeza dos carmelitas, sua assistência aos feridos, seu conforto espiritual e suas palavras de encorajamento muito contribuíram para que o líder morto tivesse no sargento-mor Antônio Teixeira de Melo o indispensável sucessor no comando de uma campanha, em que houve muita determinação e bravura. Os atuais Convento e Igreja do Carmo têm muito pouco da construção original, a começar pela fachada que, tudo indica, não ser a primitiva e que revestiram de azulejos em 1866.O convento, principalmente, sofreu modificações descaracterizadoras que lhe impuseram seus novos ocupantes e proprietários, os capuchinhos. Por exigências do plano urbanístico em execução, a Igreja e o Convento do Carmo sofreram diversas modificações, como o corte das sapatas e do calçadão saliente que davam para a Rua da Paz. Essa demolição, prevista desde 1902, foi realizada em 1932. De data posterior é a redução do adro, cuja escadaria fronteira foi substituída pelas laterais.

Igreja Nossa Senhora dos Remédios.
Apreciável exemplar de gótico estilizado, a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios é, com certeza, a de linhas mais harmoniosas e de feição exterior mais imponente de quantas a cidade possui. De frente para a Praça Gonçalves Dias, a Igreja deu o nome de sua padroeira ao bairro, que, nos tempos coloniais, foi um matagal desabitado e conhecido como Ponta do Romeu. Em 1719, a pedido do Capitão Manoel Monteiro de Carvalho, os religiosos do Convento de Santo Antônio doaram-lhe o terreno com área de 50 braças em quadra, onde esse devoto construiu a Ermida de Nossa Senhora dos Remédios. À época, distante do centro urbano de São Luís, a igrejinha era visitada somente pelos fiéis que ali iam fazer ou pagar promessas. Em 1775, o Governador Joaquim de Melo e Póvoas mandou abrir uma larga estrada que, no sentido Norte/Sul, ia da Ponta do Romeu até a Estrada-Real (Rua Grande). Com tal iniciativa, criaram-se condições para que a ermida passasse a ser freqüentada regularmente. Ao mesmo tempo, a atual Rua dos Remédios recebia seu traçado definitivo. As esmolas recolhidas, graças ao zelo do ermitão Francisco Xavier, possibilitaram a reconstrução do templo.

Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.
Rua do Egito - Centro Construída por iniciativa da irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, com a ajuda de devotos de toda parte. Em 1772 a igreja foi restaurada, e mais tarde seu altar-mor recebeu a imagem de sua santa padroeira. Suas paredes laterais são revestidas por azulejos que formam belíssimos painéis.

Igreja e Convento das Mercês.
Em 1654 chegaram à Cidade, procedentes de Belém, os mercedários João Cerveira (maranhense de Alcântara) e Marcos da Natividade, aos quais se vieram juntar, pouco depois, os frades Manoel de Assunção e Antônio Nolasco, além do irmão leigo João das Mercês. Nesse mesmo ano levantaram convento e Igreja, modestas construções de taipas, cobertas de palha. Mas, já em 1655, requeriam terreno adicional para a capela-mor, e providenciaram a edificação de convento e Igreja mais amplos, de pedra e cal. A par de atividades evangélicas e educacionais, os mercedários desenvolveram, com redobrado empenho, empreendimentos industriais e agropastoris de que tiravam o sustento e muito ainda lhes sobrava para se irem enriquecendo. Tempos houve em que chegaram a possuir mais de 200 escravos a serviço de extensas plantações, olarias, salinas e fazendas de gado. Depois das ampliações e recuperações necessárias às suas novas finalidades, o Convento das Mercês foi destinado, por D. Luís da Conceição Saraiva (1862-78), a sede do Seminário Menor ali inaugurado a 3 de fevereiro de 1863, e que viria a ser um importante instituto de humanidades. Sob o bispado de D. Xisto Albano (1901-7), os prédios do Convento e da Igreja das Mercês, totalizando 1.062 m2 de área construída em terreno de 5.605m2, foram vendidos ao Governo do Estado por quatro contos de réis. De posse do imóvel em 5 de maio de 1905, o Governo realizou adaptações e reformas, inclusive a que inverteu as frentes do convento e da Igreja anexa (que davam para o mar) e lhes conferiu a unidade de fachada única, a fim de servirem de quartel para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militares do Estado. Posteriormente esse imóvel passou por completa restauração, com a finalidade de sediar a Fundação da Memória Republicana, que ali mantém importante acervo de livros, documentos, iconografia, condecorações, filmoteca, obras de arte e numerosos outros objetos doados pelo Senador e ex-Presidente José Sarney.
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